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Tudo indica, porém, que daqui para a frente tudo vai ser diferente. Nos
últimos 6 anos o contingente de estudantes universitários brasileiros cresceu
impressionantes 46%, chegando a 6,5 milhoes de cabeças. Culpa, claro, da
ascensao da Classe C, que já contribui com 23% dos jovens matriculados no ensino
superior, apesar de 90% das nossas escolas superiores serem privadas. Essa
garotada emergente se beneficiou nao apenas do aumento da renda, como também dos
programas de financiamento estudantil oferecidos pelo governo e da reduçao das
mensalidades, que despencaram de R$ 860 em 1996 para R$ 467 no ano passado.
17/08 Luiz Alberto Marinho
O movimento da
Classe C em direçao à universidade, que já tinha merecido uma investigaçao da
Ponte em 2009, agora provocou o interesse da Talent, que dedicou o 6o volume da
sua coleçao Talent Trends ao fenômeno. Segundo Paulo Stephan, VP de Mídia e
coordenador do projeto, as empresas precisam abrir os olhos para as mudanças que
ele pode trazer para o mercado de consumo. De cara, dá para imaginar que esses
jovens, além de mais idéias na cabeça, terao também um pouco mais de dinheiro no
bolso. Afinal, no Brasil, possuir um diploma superior é sinônimo de aumento de
171% na renda média do trabalhador. De quebra, serao também jovens mais
dedicados. Ainda de acordo com Stephan, enquanto os estudantes das classes A e B
querem ter mais do que seus pais deram a eles, os brasileiros da classe C buscam
alcançar o que seus pais nunca tiveram. Por isso mesmo, apesar dos conhecidos
problemas com a qualidade do ensino, esse pessoal tem a chance de mudar o futuro
do nosso país. Para melhor. 17/08 Luiz Alberto
Marinho


