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Mas os tempos mudaram. E hoje, o significado do luxo para a nossa
emergente Nova Classe Média, nao é necessariamente igual ao luxo da elite.
Pesquisa recém concluída pela consultoria 'A Ponte', do publicitário André
Torreta, sugere que começa a surgir o conceito de "Luxo Popular Brasileiro".
Quer um exemplo? Para as classes mais altas, luxo é uma maneira de ser ou
sentir-se diferente dos outros. Para a classe C paulistana, ao contrário, é uma
forma de inclusao, de ter o que os outros já têm. Outra diferença é que para os
jovens da Nova Classe Média, luxo está essencialmente ligado a marcas e produtos
e nao a experiências, como viagens, orgias gastronômicas ou aventuras
esportivas. 20/07 Luiz Alberto
Marinho
A pesquisa da Ponte mostrou que para a classe C existem 3 tipos de luxo
- o inatingível, o luxo da auto-estima e o do pertencimento. O luxo inatingível,
representado pelos carros caríssimos, bolsas e sapatos de "muitos mil reais",
como dizem os entrevistados, esse nao só nao faz parte da vida dessa garotada
emergente como também nao habita seus sonhos de consumo. O mesmo nao acontece
com o luxo da auto-estima, que passa pela compra de produtos ligados a moda ou
beleza e faz com que essas pessoas se sintam bem com elas mesmas. Isso inclui
desde tênis até unhas coloridas, apliques para o cabelo e acessórios. Nesse
caso, para se sentir bem, vale até mesmo recorrer a "réplicas", que é um nome
chique para falar de produtos piratas. Finalmente, o luxo do pertencimento é
traduzido por marcas e produtos que ajudam a Nova Classe Média Brasileira a ser
mais bem aceita nos lugares que ela frequenta, seja o trabalho ou a própria
comunidade onde mora. Ou seja, para fazer parte da turma e sair bonito na foto,
as regras sao cuidar da aparência e usar, afinal, aquilo que todo mundo usa.
20/07 Luiz Alberto Marinho
A pesquisa mostrou
ainda que as marcas de luxo dos consumidores da classe C nao sao as mesmas da
classe A. Para a Nova Classe Média, luxo mesmo é usar Nike, Adidas ou Oakley,
viajar para lugares como a Disney, Fernando de Noronha ou Florianópolis, e
possuir em casa equipamentos como PlayStation, TV de tela plana da LG ou um
iPhone. Um dos grandes méritos desse trabalho da Ponte é questionar, mesmo que
indiretamente, a noçao de que os mais pobres aspiram ser como os mais ricos. O
argumento "aspiracional", aliás, tem sido usado largamente nos últimos anos para
justificar muitas campanhas equivocadas. Agora começa a ficar claro que a Nova
Classe Média, que é a maioria da populaçao brasileira, diga-se de passagem, tem
suas próprias aspiraçoes e referências. E é bom respeitar isso.Siga a lista
Quem-escreve-no-Blue-Bus 20/07 Luiz Alberto Marinho


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